Níveis de resistência: entenda a proteção balística e a popularidade do nível III-A

Nos últimos anos, a blindagem veicular deixou de ser um item restrito a autoridades e passou a ser uma solução buscada por milhares de brasileiros que desejam mais segurança no dia a dia. De acordo com dados do setor, o país segue normas específicas e rígidas que definem quais níveis de proteção são permitidos em veículos civis. Entender essas classificações é fundamental para quem avalia blindar o carro.

Regulamentação e normas no Brasil

No Brasil, após anos de estudos e aplicação na prática, a responsabilidade legal pela autorização e fiscalização da blindagem é do Exército Brasileiro, por meio do Comando Logístico (COLOG). É o Exército que concede o Título de Registro(TR) e o Certificado de Registro (CR) às empresas, além de inspecionar e regulamentar a produção e a aplicação de materiais balísticos.
As classificações de nível adotadas no país surgiram com os padrões americanos do NIJ (National Institute of Justice), que foram adaptados às normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Assim, temos quatro níveis que são permitidos: I, II-A, II e III-A.

Nível I

É a menor proteção disponível. Resiste a disparos de calibres mais leves, como .32 e .38, mas é vulnerável a munições mais potentes. Hoje é pouco utilizado no mercado, justamente pelas suas limitações.

Níveis II e II-A

Oferecem resistência contra pistolas 9 mm e revólveres .357 Magnum. Apesar de representarem um avanço em relação ao nível I, ainda são considerados intermediários e pouco utilizados atualmente.

Nível III-A

O nível III-A é o mais popular no Brasil, representando cerca de 95% das blindagens civis. Ele garante proteção contra todas as armas de mão, incluindo pistolas semiautomáticas 9 mm, submetralhadoras e revólveres potentes como o .44 Magnum.
Em termos práticos, é o padrão que cobre as ameaças mais comuns nas grandes cidades brasileiras, onde os crimes estão geralmente ligados a assaltos com pistolas.

O nível III-A se consolidou no mercado porque oferece segurança, custo acessível e menor impacto na dirigibilidade do veículo em comparação a blindagens mais pesadas.

Como é feita a blindagem

No processo de blindagem, os vidros originais são substituídos por vidros blindados multicamadas. Até pouco tempo, a configuração mais comum era vidro + policarbonato, com garantias de 5 anos.
Hoje, com um crescente mercado, encontra-se também disponível os vidros blindados fabricados com vidro + SentryGlass® (DuPont), que oferecem garantia de até 10 anos de garantia.

Além dos vidros, o habitáculo recebe mantas balísticas em pontos estratégicos da carroceria e, em áreas críticas como colunas, são aplicados elementos de aço balístico para reforço. O objetivo é criar uma cápsula protetora ao redor dos ocupantes, preservando ao máximo a estética e a funcionalidade do carro.

Nota: em breve escreveremos sobre um novo material que está sendo utilizado: O TENSYLON!

Benefícios adicionais

Blindar o veículo no nível III-A traz vantagens que vão além da proteção contra disparos:

Limitações

É importante reforçar que o nível III-A não resiste a disparos de fuzis (5.56 mm, 7.62 mm). Essas ameaças exigem blindagens mais pesadas (níveis militares ou de transporte de valores), que têm custos, pesos e impactos muito maiores no veículo. Para a realidade brasileira, o III-A é suficiente por enquanto para a grande maioria dos motoristas.

Conclusão

A blindagem nível III-A se tornou a escolha predominante no país porque entrega proteção real contra as ameaças mais comuns, preservando o desempenho e a dirigibilidade do carro. Por essa razão, é muito importante se certificar de que a blindadora tenha o Certificado de Registro (CR) e que elas trabalham apenas com materiais aprovados pelo Exército Brasileiro.

Em outras palavras, com informação e um fornecedor de confiança, a blindagem transforma o veículo em uma verdadeira extensão da segurança pessoal.

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